quarta-feira, 1 de abril de 2020

Campanha Abril Amarelo alerta para combate ao câncer ósseo

Um dos movimentos que marcam o quarto mês do ano, a campanha Abril Amarelo, alerta para a luta contra o câncer ósseo. Apesar de raro, representando 2% do total de cânceres diagnosticados, a doença tem um alto índice de mortalidade entre crianças, jovens e idosos.



Com o objetivo de disseminar informações sobre o tema, o Hospital do Câncer de Pernambuco celebra o sexto ano de campanha expandindo informações sobre a doença através do site hcp.org.br/abrilamarelo ou pelas redes sociais do hospital.

O câncer ósseo é um tumor maligno formado pela multiplicação desordenada das células que compõem o tecido ósseo e acomete qualquer parte do osso, na maioria dos casos os ossos longos, como braços, coluna, coxa e bacia.

O coordenador científico do serviço de ortopedia do HCP, Marcelo Souza, explica que é preciso ficar atento aos sintomas da doença, para que seja tratada imediatamente.

“Não existe prevenção para esse tipo de câncer. Porém, o diagnóstico precoce está totalmente relacionado com a cura e menores riscos de amputação. sintomas como a dor intensa, com aparecimento maior à noite ou ao se mexer; inchaço nas articulações, com presença de nódulos; ossos que se quebram facilmente, febre, perda de peso sem razão aparente e cansaço fazem parte dos sinais", informa.

Descobrir precocemente, assim como as condições gerais do paciente também indica o tratamento adequado, podendo ser a cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação delas. Depois de tratado o paciente também deve saber que exames e avaliações periódicas fará parte da sua rotina para garantir o tratamento da doença o mais rápido possível, caso identificado novamente.



Via: Diário de Pernambuco

Por: Simone Novaes

Empresa que cortar salário poderá pagar valor extra ao trabalhador e ter abatimento em impostos

A MP (medida provisória) do governo Jair Bolsonaro que trará regras para empresas cortarem jornada e salário temporariamente ou suspenderem contratos de trabalho prevê a possibilidade de empregadores pagarem um valor extra aos funcionários no período.
Essa quantia, chamada no governo de ajuda compensatória, poderá ser abatida de impostos.



A previsão está em uma minuta da MP e, portanto, ainda pode sofrer ajustes.
Em parte dos casos, o empregador poderá conceder voluntariamente a ajuda compensatória ao empregado que tiver redução de salário ou suspensão do contrato de trabalho.

O pagamento deverá ser obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 4,8 milhões anuais que optem pela suspensão do contrato.

Nesse caso, ela terá de destinar uma ajuda compensatória de ao menos 30% do salário anterior.

A MP em preparação prevê que a ajuda compensatória não terá natureza salarial. Isso livra a empresa de uma série de obrigações com a Receita Federal.

Uma das principais vantagens para a empresa é que a ajuda compensatória poderá ser excluída do cálculo do lucro líquido para fins de apuração do IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica) e da CSLL (CSLL).

O valor também não integrará a base de cálculo da contribuição previdenciária e dos outros tributos incidentes sobre a folha de salário. Também não sofrerá dedução de Imposto de Renda de Pessoa Física na fonte.

Além disso, a ajuda compensatória não integrará a base de cálculo do valor devido ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

A MP irá criar o que internamente está sendo chamado de Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

A medida é fruto de uma pressão da iniciativa privada, que aguarda por uma ajuda dos cofres públicos para pagar empregados durante a crise do coronavírus e, assim, evitar demissões.

Há semanas, representantes da iniciativa privada pedem a Bolsonaro e ao ministro Paulo Guedes (Economia) que o Tesouro banque parte da folha de pagamento das empresas.

Conforme o jornal Folha de S.Paulo mostrou, após uma dessas reuniões, o titular da equipe econômica passou a estudar regras para a suspensão dos contratos de trabalho.

Após a espera, foi publicada uma MP no dia 22 que previa apenas a suspensão dos contratos (sem a previsão expressa de uma contrapartida em recursos públicos), causando críticas do Legislativo, do Judiciário, do Ministério Público e até de empresários.

O governo voltou atrás no trecho e passou a trabalhar em uma nova proposta.

Mesmo assim, a pressão continuou e o governo passou a justificar que o ritmo dos trabalhos estava sendo dificultado pela burocracia exigida pela lei orçamentária.

Ao mesmo tempo, o governo via dificuldades em estimar o impacto fiscal exato da MP, já que os valores deverão variar em termos de valor a ser pago e duração do benefício.

A falta de uma estimativa mais acurada gerava, inclusive, insegurança para os trabalhos. Isso porque a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) exige que seja calculado o impacto orçamentário de qualquer nova medida e que seja indicada uma forma de compensação. A equipe econômica justificava que não havia tempo para atender devidamente a legislação orçamentária.

Os trabalhos ganharam mais celeridade após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), atender o governo e flexibilizar no domingo (29) as regras da LRF neste ano (em relação às iniciativas ligadas ao novo coronavírus).

Com isso, a equipe de Guedes ganhou mais segurança jurídica para tocar as medidas emergenciais.

"A gente não pode se dar ao luxo de passar meses discutindo se uma planilha deve ter R$ 1 bilhão ou R$ 2 bilhões a mais. Tem de ser muito rápido e fazer uma estimativa da melhor maneira ao longo de dias", afirmou o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, nesta segunda-feira (30).



Via: Diário de Pernambuco

Por: Simone Novaes

terça-feira, 31 de março de 2020

Brasil termina março com 201 mortes e 5.171 casos confirmados da Covid-19

O número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil subiu para 201 nesta terça-feira (31), segundo dados do Ministério da Saúde.

Foto: Douglas Magno

O registro de 42 mortes em apenas um dia é o maior até agora.

Para comparação, até segunda-feira havia 159 mortes registradas –foram 23 novas confirmações em 24 horas.

Ao todo, o Brasil soma 5.717 casos confirmados da doença. O número representa um salto de 25% com relação ao dia anterior, quando eram contabilizados 4.579 casos.


Via: Diário de Pernambuco

Por: Simone Novaes

Moradora do Recife, idosa de 97 anos está curada da Covid-19

Uma idosa de 97 anos, moradora do Recife, é a nova paciente da Covid-19 considerada curada no estado. De acordo com o novo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), subiu para 14 a quantidade de pacientes considerados recuperados da doença. A paciente, que teve cura clínica, estava internada em um hospital privado da capital pernambucana.

Foto: AFP

Nesta terça-feira (31), mais 10 casos da Covid-19 foram confirmados em Pernambuco. Com a atualização, o estado contabiliza 87 ocorrências pelo novo coronavírus. Não houve nenhuma nova morte confirmada nas últimas 24 horas, sendo seis o número de óbitos registrados até agora.

De acordo com o novo boletim epidemiológico, dos 10 novos casos confirmados, sete são do sexo masculino, com idades entre 30 e 69 anos; e três do sexo feminino, na faixa etária entre 30 e 70 anos. Dos pacientes, seis são residentes do Recife; dois de São Lourenço da Mata; um de Ipubi, no Sertão do Araripe, além de um novo caso registrado em Fernando de Noronha. Este é o segundo caso confirmado na ilha. O paciente teve contato com o primeiro caso do arquipélago, confirmado na última sexta-feira (27).

Até agora, os casos estão distribuídos por 11 municípios pernambucanos: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Palmares, Belo Jardim, Caruaru, Petrolina, Ipubi e Goiana. Há ainda casos de Fernando de Noronha e ocorrências de pacientes em outros estados e países.

No momento, de acordo com a SES-PE, 23 pacientes estão internados, sendo 12 em UTI/UCI e 11 em leitos de isolamento. Outros 44 estão em isolamento domiciliar e 14 já se recuperaram da Covid-19.





Via: Diário de Pernambuco

Por: Simone Novaes

Coronavírus: Opas defende isolamento social como melhor opção


A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, disse hoje (31) que a pandemia de covid-19 é grave e que os países das Américas precisam fazer tudo o que estiver ao alcance para mitigar o impacto da doença.

Foto: Michele Cattani

"O melhor momento para fazer isso é agora, antes que os hospitais e os profissionais de saúde fiquem sobrecarregados."

O pronunciamento foi feito na Opas, em Washington, nos Estados Unidos, e foi transmitido pela internet.

"Sem evidências robustas sobre tratamentos eficazes e sem vacina, o isolamento social e outras medidas preventivas agressivas seguem sendo nossa melhor opção para a população poder evitar as consequências mais sérias da pandemia de covid-19 em nossa região”, destacou.


De acordo com a diretora do órgão, os países devem proteger seus profissionais da saúde como nunca antes. "Eles devem ser capacitados a se proteger da infecção e receber equipamentos de proteção individual para longo prazo. É nosso dever protegê-los, já que estarão à frente nessa batalha. Este vírus não foi detido nem será detido por fronteiras desenhadas em mapas".

Carissa Etienne afirmou ainda que compete a cada país decidir quais são as medidas a serem tomadas, para quem e durante quanto tempo. "Pode ser o cancelamento de reuniões massivas, de negócios e escolas, de trabalhadores domésticos, medidas de isolamento obrigatórias ou voluntárias. Essas medidas podem parecer drásticas, mas são a única maneira de poder impedir que os hospitais estejam sobrecarregados com muitas pessoas doentes num período de tempo muito curto. As medidas devem ser implementadas o quanto antes", ressaltou.

Ela defendeu ainda que é prudente que os países planifiquem medidas para os próximos dois ou três meses.

"A única maneira de sair dessa situação será se todos fizermos nossa parte. Cada um fazendo a sua enquanto apoiamos os outros. Os países devem trabalhar juntos, compartilhar recursos e conhecimentos e tomar decisões conjuntas que acelerem o acesso a serviços de saúde, além de promover inovação e investigação, e aumentar a nossa capacidade de poder enfrentar essa pandemia", disse Etienne.

Leitos de UTI
Questionado sobre a importância da quantidade de leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs), o vice-presidente da Opas, Jarbas Barbosa, afirmou que a disponibilidade de UTIS's, CTI's, leitos e ventiladores é uma parte muito importante da resposta na luta contra a pandemia.

"Em primeiro lugar, os países estão implementando todas as medidas de distanciamento social, cujo principal objetivo é justamente reduzir a carga que se agregará a esses serviços. É muito importante combinar duas estratégias. A primeira é tratar de deter a transmissão com todas as medidas de distanciamento social que se possam incorporar à realidade do país. E, ao mesmo tempo, preparar os serviços de saúde para que possam aumentar sua capacidade de atenção”, destacou.

Ele ressaltou ainda que os países podem adotar outras medidas, como a teleconsulta, a telemedicina, a utilização de serviços de atenção primária para a triagem, de maneira que os casos leves possam ser tratados adequadamente, com os pacientes em suas casas.

Sistemas diferentes
Carissa Etienne reforçou ainda que a região das Américas não é homogênea e que os sistemas de saúde diferem de um país a outro. "Alguns têm sistemas e serviços sanitários mais frágeis do que outros. E temos uma grande desigualdade na região. Enfrentamos muitos desafios, sobretudo na América Latina e no Caribe. Na verdade, a não ser que asseguremos a eficácia do distanciamento social, alguns dos nossos sistemas de saúde ficarão sobrecarregados. É por isso que se insiste tanto no distanciamento social".



Via: Diário de Pernambuco

Por: Simone Novaes

terça-feira, 24 de março de 2020

BB libera operações de crédito para micro e pequenas empresas

Objetivo é garantir a liquidez financeira nesse período de pandemia. (Foto: Fernando Bizerra/Agencia Senado)

O Banco do Brasil começou nessa segunda-feira (23) a liberar as operações de crédito para garantir a liquidez financeira das micro e pequenas empresas nesse período de pandemia do coronavírus. Esses clientes poderão prorrogar as próximas duas parcelas a vencer, que serão migradas para o final do cronograma de pagamento de suas dívidas.

Além da prorrogação das parcelas, a incidência dos juros será diluída ao longo de todo o cronograma de pagamentos. As linhas contempladas utilizam recursos próprios do BB. O objetivo é garantir que as micro e pequenas empresas não necessitem dispor de seus caixas para pagar empréstimos neste momento, liberando recursos para garantir o pagamento de funcionários e fornecedores.

O pequeno empresário que quiser se valer das medidas pode fazer a contratação diretamente no Gerenciador Financeiro. Também é possível realizar na agência, mas o BB orienta que o empreendedor utilize o canal remoto.

As linhas contempladas são:

- BB Giro Digital

- BB Giro Empresa

- BB Giro Rápido

- BB Giro Cartões

- BB Giro Corporate

- BB Financiamento

Além disso, o Banco do Brasil informou que está com todas as suas linhas de crédito de capital de giro à disposição dos clientes, também no sentido de prover liquidez às micro e pequenas empresas.

Via: Diário de Pernambuco


Novo coronavírus sobrevive até 72 horas em algumas superfícies

Foto: KHALIL MAZRAAWI / AFP


O novo coronavírus pode sobreviver até 72 horas em algumas superfícies. É o que diz artigo publicado na revista The New England Journal of Medicine. No Brasil, a procura por álcool, seja líquido ou em gel, fez com que os estoques de farmácias e drogarias acabassem rápido. Quando encontrado, o item de proteção é vendido por preços acima do convencional. O temor do contágio tem levado pessoas sem sintomas a utilizar máscaras, mesmo quando a recomendação oficial é apenas para os grupos de risco — idosos, diabéticos e hipertensos. Mas por quanto tempo o coronavírus sobrevive nas superfícies?

O estudo detalha que o vírus permaneceu vivo suspenso no ar durante toda a experiência, que durou 3 horas. Mas o período de sobrevida pode ser maior. Os testes foram feitos em aerossóis e diversas superfícies. Todas as medições experimentais são médias obtidas após três repetições de cada experimento. “O Sars-CoV-2 foi mais estável em plástico e aço inoxidável do que em cobre e papelão, e vírus viáveis foram detectados até 72 horas após a aplicação nessas superfícies. [...] O vírus pode permanecer viável e infeccioso em aerossóis por horas e em superfícies por dias”, diz o artigo.

Segundo o protocolo de controle de infecção do Hospital de Clínicas Universidade do Triângulo Mineiro, a transmissão por aerossóis acontece através de partículas eliminadas durante a respiração, fala, tosse ou espirro. Quando ressecadas, ficam suspensas no ar, podendo permanecer por horas, e atingir outras áreas, sendo levadas por correntes de ar. Já a transmissão por gotículas ocorre através do contato com o paciente, expelidas pela fala, tosse, espirros e aspiração de secreções.
Ana Helena Germoglio, infectologista do Hospital Brasília, afirma que os resultados do estudo norte-americano foram obtidos em um ambiente hospitalar, que por padrão é esterilizado. “Um vírus numa secreção expelida através de tosse ou espirro pode ficar em algumas superfícies por até nove horas. Mas isso pode ser diminuído quando a gente higieniza o local”, explica ela.

Segundo a médica, na rua, a contaminação pode acontecer a uma distância de até um metro e meio de distância. Ela ressalta, no entanto, que o maior risco está nas superfícies. “A maior contaminação ocorre quando há contato com superfícies contaminadas, como maçaneta, cadeira, mesa, e, depois, contato da mão no rosto, olhos, boca. Quanto mais rugosa a superfície, mais difícil é a higienização”.

Dicas
Em razão da dificuldade para encontrar álcool em gel para limpeza, a infectologista dá dicas para evitar a propagação do vírus em superfícies de forma prática. “Para economizar, é possível fazer uma solução em casa: uma medida de água sanitária para nove medidas de água. Tem o mesmo efeito do álcool na limpeza de superfícies. É importante sair de casa só para o essencial. Distanciamento social nessas próximas semanas será crucial para ver como o Brasil vai se comportar. Segregar as pessoas que estão resfriadas em um ambiente separado, manter as boas condições, realizar atividades físicas em casa e evitar o pânico”, destaca.

O uso de elevadores, que possuem pouca corrente de ar e geralmente são compartilhados, também merece alerta. “Se eu moro num condomínio e preciso utilizar um elevador, é melhor que só as pessoas que moram juntas o utilizem. A gente tem pouco fluxo de ar num elevador, um espirro e todo mundo ali pega uma doença. O ideal é a gente andar no elevador com quem a gente sabe por onde andou, pessoas que moram conosco. Se tiver uma família entrando no elevador, é legal esperar que eles terminem o uso para só depois entrar”, afirma Ana Helena.

A pandemia trouxe consciência de higiene à população. É o que acredita a profissional, que cita o médico húngaro Ignaz Philipp Semmelweis como exemplo. Ele foi um pioneiro dos procedimentos antissépticos. “No século 19, ele era considerado louco. Desde aquela época, ele já falava em higienização. Hoje, é considerado o pai da higienização hospitalar. Depois que passarmos por essa crise, poderemos tirar dela uma lição: a higienização é uma coisa boa e importante”, finaliza.

Via: Diário de Pernambuco

Simone Novaes

Simone Novaes: Nova blogueira

            A Locutora, repórter e mestre de cerimônias Simone Novaes, traz mais uma novidade ao seu gigantesco curriculum: Blogu...